O efeito do hidroperíodo na atividade e diversidade dos morcegos: comparação entre charcos temporários mediterrânicos e charcos permanentes

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Universidade de Évora

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Enquadramento: Em Portugal, os morcegos constituem quase metade da fauna de mamíferos terrestres, o que lhes confere um enorme valor patrimonial natural (Rainho et al., 1998). Este grupo de espécies consome grandes quantidades de artrópodes, principalmente insetos, em sistemas agrícolas e florestais, desempenhando um papel importante no funcionamento dos ecossistemas (Palmeirim & Rodrigues, 1992; Lourenço, 2000; Heim et al., 2015). No entanto, para conseguirem caçar tal quantidade de presas, necessária para manter o seu elevado metabolismo, os morcegos percorrem vários quilómetros por noite. Estes longos voos têm um elevado gasto de energia e aumentam as necessidades de água dos morcegos. De forma a reporem estas perdas de água e a terem áreas de alimentação altamente rentáveis, os morcegos utilizam frequentemente habitats dulciaquícolas de várias tipologias (Straka et al., 2016). Assim, a presença destes habitats influencia fortemente a taxa de sobrevivência e a distribuição dos morcegos nos ecossistemas terrestres (Korine et al., 2016)...

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