Tecnologias 3D digitais na museologia paleontológica portuguesa: casos de estudo, exposições e aplicações no distrito de Lisboa
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As tecnologias digitais tridimensionais (3D) estão a transformar a museologia paleontológica, permitindo documentar, conservar e divulgar coleções de forma inovadora (Zheng et al., 2025). Métodos como fotogrametria,laser scanning, tomografia, entre outros, produzem modelos digitais de alta precisão que funcionam como gémeos digitais, uteis na preservação preventiva e na investigação. Estas metodologias são não invasivas, minimizando danos em espécimes frágeis.
No distrito de Lisboa, visitaram-se instituições museológicas com coleções
paleontológicas que recorrem a tecnologias 3D convencionais como moldes e replicas, mas também a novas abordagens digitais: digitalização e impressão 3D de fosseis, realidade aumentada e modelos virtuais acessíveis por códigos QR. A digitalização e realizada com scanners de superfície, registando apenas a morfologia externa, ou com scanners tomográficos, como a TAC (Tomografia Axial Computorizada), captando também o interior, incluindo fosseis ainda embutidos na rocha. Estas tecnologias tem também um papel importante fora da exposição física, permitindo diferentes formas de partilha remota de digitalizações de fosseis, de visionamento pelo publico e construção de narrativas inovadoras (exposições virtuais e visitas imersivas), bem como o envio de espécimes (replicas por impressão 3D) entre cientistas, para qualquer parte do mundo, sem necessidade de deslocação (Abel et al., 2011; Bartolini-Lucenti & Rook, 2023).