O som solene da morte: A «sonoridade bélica» dos funerais reais portugueses (1750-1816)
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Publicações do Cidehus
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Os protocolos rituais associados ao funeral régio exigiam, no amplo espaço geográfico de domínio português, a interacção de três categorias sonoras básicas: o som «brônzeo» (sinos) – como ordenador do tempo e o principal instrumento de comunicação colectiva -, o som «bélico» – exaltação do poder militar da coroa pela coerção sonora -, e a prática musical. Em Portugal, a regulamentação dos protocolos militares condizentes às honras fúnebres deu-se, faseadamente, a partir das primeiras décadas do século XVIII, sendo o primeiro texto contendo informações dedicadas especificamente ao falecimento de pessoas Reais, apresentado no manual Milicia Pratica, e manejo da Infantaria - de autoria do capitão Bento Gomes Coelho - impresso somente no ano de 1740. Entre os modelos sonoros que também contribuiram para essa regulamentação destacamos os protocolos para o funeral de D. Nuno Álvares Pereira de Melo, Duque de Cadaval (1638-1727) que exigiu um considerável aparato militar, sendo seu corpo trasladado de Lisboa para a cidade de Évora, onde viria a ser sepultado na Igreja de São João Evangelista. Pretendemos a partir desses e outros exemplos reconstituir a sonoridade bélica dos funerais régios portugueses, desde D. João V (1750) a D. Maria I (1816), assim como verificar a sua articulação com as outras categorias supracitadas e, sobretudo, a sua relevância para os estudos sobre o som e o ritual, na musicologia portuguesa.
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PAULA, Rodrigo T. De. O som solene da morte: A «sonoridade bélica» dos funerais reais portugueses (1750-1816) In : Paisagens sonoras urbanas: História, Memória e Património [en ligne]. Évora : Publicações do Cidehus, 2019 (généré le 02 décembre 2020). Disponible sur Internet : <http://books.openedition.org/cidehus/8001>. ISBN : 9791036521669. DOI : https://doi.org/10.4000/books.cidehus.8001.