"Espírito Clássico" no Plano de Renovação da Cidade de Lisboa

Loading...
Thumbnail Image

Date

Journal Title

Journal ISSN

Volume Title

Publisher

Imprensa da Universidade de Coimbra

Abstract

A arquitectura faz parte de um tecido orgânico e um apreçado fascínio cen - trado só nas transformações pode ocultar a raiz das permanências. Procurando realizar uma leitura que vá além do viciado foco patrimonialista no Plano de Renovação da Cidade de Lisboa, que encadeia a visão que pode descortinar a essência clássica da sua arquitectura, tomamos de empréstimo a lente de um conjunto de arquitectos/historia - dores do séc. XX-XXI aplicada à identificação e análise do classicismo da arquitectura moderna. A partir deste modelo teórico, pretende-se tornar evidente a matriz clássica implícita no Plano de Renovação da Cidade de Lisboa, que, na segunda metade do séc. XVIII, na sequência do terramoto de 1755, pautou a reconstrução da mais importante cidade do Reino. Os arquitectos/engenheiros militares que desenharam e implantaram, na parte baixa da cidade, o Plano de Renovação de Lisboa, criaram uma estrutura urbana de traçado coerente e racional, assim como uma arquitetura precisa e clara, ambos de ressonância clássica. Verificaremos como corresponde a uma cultura de regulação urbana que se manteve na cidade medieval, patente na ley do alinhamento , e que está logo presente na Dissertação sobre a renovação da Cidade de Lisboa (1755- 56), de Manuel da Maia. Deste modo, mostraremos como o Plano de Renovação da Cidade de Lisboa, pela essencialização da arquitectura, pela depuração das formas e pela estrutura reticular é simultaneamente clássico, tradicional e moderno

Description

Citation

André, Paula; Rodrigues, Paulo Simões (2024), "Espírito Clássico" no Plano de Renovação da Cidade de Lisboa. In Rodrigues, Nuno Simões; Rodrigues, Ália (coords.), Identidade Romana e Contemporaneidade. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, pp. 299-322.

Endorsement

Review

Supplemented By

Referenced By