A TOMADA DE DECISÃO NUMA UNIDADE DE CUIDADOS INTERMÉDIOS

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A tomada de decisão é um tema que nos remete para várias questões, e por isso carece de uma maior reflexão e um conhecimento alargado sobre aquilo que os enfermeiros reconhecem como dados clínicos de referência, para as suas decisões e intervenções. Mas também um maior conhecimento da estabilidade desta informação, nos diferentes contextos clínicos e políticas de saúde. Porque há um conjunto de fatores que as podem pôr em causa, por exemplo as alterações nos sistemas de cuidados de saúde; alterações demográficas das populações doentes; o desenvolvimento da ciência de enfermagem; a informatização dos dados clínicos; e o ensino dos juízos clínicos e de categorias diagnósticas comuns. Uma outra questão pela qual é metodologicamente imprudente tomar o processo de decisão como um modelo de raciocínio linear decorre da dinâmica do próprio processo de raciocínio clínico durante a prática dos cuidados. Estas são entre outras questões que devem ser exploradas com os estudantes de enfermagem. Conhecer o desenvolvimento do processo de tomada de decisão é um elemento essencial para a prática clínica. Alguns dos resultados por nós obtidos num processo de investigação com suporte metodológico na Grounded Theory dizem-nos que os enfermeiros usam um raciocínio lógico-dedutivo, apoiado por um processo de categorização dos juízos diagnósticos. Mas os participantes, elementos da pesquisa, também explicitam de forma muito clara que necessitam de um ambiente securizante para criar um sistema de decisão partilhada, que lhes pode reduzir a incerteza nos momentos de decisão e com isso aumentar a segurança das suas decisões.

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