Critérios de avaliação. Da fundamentação à operacionalização.
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Centro de Investigação em Educação e Psicologia
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A exigência de certificação das aprendizagens e a sua importância social tem mantido a avaliação sumativa num lugar de destaque na sociedade, arreigada a uma tradição centrada nos produtos da aprendizagem. A avaliação
formativa, por sua vez, e apesar de consagrada nos documentos legais orientadores para o Ensino Básico e Secundário desde os anos noventa do século passado, tem levado tempo a implantar-se de forma sustentada e
fundamentada no sistema educativo português. É por isso fundamental que esta seja entendida como estando ao serviço das aprendizagens e, como tal, valorizada pelos órgãos de gestão pedagógica das escolas e integrada nos projetos curriculares de escola e de turma. O currículo centrado em competências exige, por seu lado, um compromisso com a diversidade de instrumentos de avaliação, pois implica a criação de
tarefas e situações-problema que funcionem ao mesmo tempo como instrumento avaliativo.
O processo avaliativo é, por isso, uma tarefa complexa que exige a definição de critérios claros e transparentes, refletidos e discutidos pelas equipas docentes, para que todos os intervenientes entendam a avaliação como um ato credível e de responsabilidade e utilidade educativa e social.
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Cid, M. & Fialho, I. (2011). Critérios de avaliação. Da fundamentação à operacionalização. In I. Fialho & H. Salgueiro (Orgs). TurmaMais e sucesso escolar. Contributos teóricos e práticos. Évora: Centro de Investigação em Educação e Psicologia – Universidade de Évora, pp. 109-124. (ISBN: 978-989-8339-10-2)