Declínio da fecundidade, adiamento e número ideal de filhos em Portugal: o papel das medidas de politica
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Imprensa Nacional- Casa da Moeda
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“Numa referência recente à recuperação da fecundidade das gerações, Goldstein et. al. (2011) mencionaram que, de um grupo de 34 países, só 5 ainda mantêm o declínio no seu nível de fecundidade: 3 pertencem à Europa do Leste (Eslováquia, Hungria e Polónia), 1 à Europa do Sul (Portugal) e 1 à Ásia (Coreia). O Relatório sobre a Situação da População Mundial, feito pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e apresentado em 2011, estima para o nosso país, uma das mais baixas fecundidades do Mundo.
Face a tão preocupante diagnóstico, pretendemos reflectir sobre as razões que conduziram à situação actual em Portugal dando particular ênfase à evolução da diminuição do número de filhos por mulher e ao efeito do adiamento na idade em que, em média, as portuguesas têm os seus filhos.
Em regra, o desejo, manifestado em diversos inquéritos, de uma dimensão familiar bastante superior aos valores efectivamente verificados, conduz à expectativa de que, se forem garantidas as condições mínimas para a concretização daqueles desejos, o nível de fecundidade aumentará de imediato. Aparentemente, o papel dos governos poderá ser, através de diferentes medidas de política, o de possibilitar às famílias o preenchimento daquele suposto desvio.
Tentaremos aqui, perante esta contextura, equacionar os eventuais efeitos da actual crise económica e financeira nas decisões de fecundidade dos portugueses.”
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Mendes, M. F., 2012. “Declínio da fecundidade, adiamento e número ideal de filhos em Portugal: o papel das medidas de politica”, in Conferência Nascer em Portugal, Roteiros do Futuro, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, pp. 91-110.