Prefácio

dc.contributor.authorMarques, Maria do Céu
dc.date.accessioned2020-02-26T16:12:53Z
dc.date.available2020-02-26T16:12:53Z
dc.date.embargo2019
dc.date.issued2019
dc.description.abstractPodemos referir que as representações sociais ao estudarem a ação do Homem comum, traduzem um saber prático, isto é, traduzem a forma como as pessoas sentem, assimilam, apreendem e interpretam o mundo. O qualitativo social surge no contexto de se tratar de uma forma de conhecimento que tem por função a elaboração de comportamentos e a comunicação entre as pessoas. No que respeita ao conhecimento particular a que se refere Moscovici, 1978, trata-se do conhecimento do senso comum com o qual a pessoa constrói as representações sociais de forma compartilhada. O conhecimento do senso comum tem na sua égide duas fontes. A primeira diz respeito ao conjunto de conhecimentos que tem origem nas tradições e experiências partilhadas na interação. A segunda refere-se às imagens mentais e conhecimento científico alterado que serve o dia-a-dia. Moscovici sistematiza três dimensões básicas nas representações sociais. A primeira dimensão, a informação, corresponde à organização do conhecimento de um grupo sobre o objeto social. A segunda dimensão, o campo das representações, refere-se à ideia de imagem, de modelo social, ao conteúdo concreto e limitado, isto é, está relacionado com a organização dos elementos já estruturados. A terceira dimensão diz respeito à orientação de comportamentos e atitudes que se tem acerca do objeto das representações sociais (MOSCOVICI, 1978). É esta última dimensão que dinamiza e orienta os comportamentos relativos ao objeto representado, dando origem a um conjunto de reações emocionais que comprometem a pessoa com mais ou menos intensidade (IBÁÑEZ GRACIA,1988). ABRIC (2005) reforça a ideia anterior referindo que as representações sociais têm dimensões sensoriais, motoras, emocionais, cognitivas e linguísticas. Elas são construídas por perceções, sensações e emoções e não por palavras, mesmo que seja através delas que nos exprimimos. Esta obra organizada por Ramon Missias-Moreira, Ivete Batista da Silva Almeida, Maria Lúcia Silva Servo e Julio Cesar Cruz Collares-da-Rocha, através do olhar de alguém fora do Brasil, observa uma riqueza de temas que retratam um país. Também o cruzamento de metodologias e técnicas de recolha de dados, assim como, o uso da teoria, oferecem uma produção de conhecimento que leva a reflexões sobre a contemporaneidade. Esta diversidade, confere um conhecimento e uma reflexão que faz jus às Representações Sociais na atualidade. Estão espelhadas neste conjunto de trabalhos de diferentes áreas de conhecimento, nomeadamente, saúde, psicologia e sociologia, que permitem ao leitor um conhecimento atual sobre temas contemporâneos da sociedade brasileira. As representações sociais, e os sistemas representativos e o porquê da sua produção tratam, sobretudo de pesquisas à procura de sentidos atribuídos a diferentes objetos de estudo.por
dc.identifier.authoremailmcmarques@uevora.pt
dc.identifier.citationMarques, M.Céu,. Prefácio. in Representações Sociais na Contemporaneidade. volume 2. Editora CRV. 11. ISBN 978-85-444-3537-3.por
dc.identifier.doiDOI 10.24824/978854443537.3por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/27358
dc.language.isoporpor
dc.publisherRepresentações Sociais na Contemporaneidade volume 2por
dc.rightsopenAccesspor
dc.titlePrefáciopor
dc.typebookPartpor

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