PAPEL DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA COMUNIDADE ACADÉMICA

dc.contributor.authorPereira, Anabela
dc.date.accessioned2026-01-26T01:15:13Z
dc.date.available2026-01-26T01:15:13Z
dc.date.issued2025-11-27
dc.description.abstractA relação entre a saúde mental, a exclusão social e a pobreza constituem atualmente um tema central nas ciências sociais e da saúde, focalizado no individuo, no modo como vive, nas oportunidades de que dispõe e na influência das condições de vida no seu bem-estar. A literatura científica tem demonstrado, de forma consistente, que a pobreza e a exclusão social aumentam o risco de perturbações mentais e dificultam a recuperação, criando um ciclo de vulnerabilidade que tende a perpetuar-se ao longo do ciclo de vida (Lund et al., 2011; World Health Organization [WHO], 2022). A pobreza, que não se limita à ausência de recursos materiais, influencia o equilíbrio psicológico e pode gerar situações indutoras de stress, dificultando o acesso aos cuidados de saúde, quer pela falta de meios financeiros, quer pelo estigma social associado à doença mental. Por outro lado, a exclusão social pode gerar sofrimento psicológico e por sua vez, conduzir ao isolamento e à marginalização (Marmot, 2020). Lidar com esta realidade exige uma abordagem integrada e humana, exigindo intervenção nas condições sociais e económicas, apostar na modificação de comportamentos para a sustentabilidade (Patel et. al. 2018) bem como intervir na doença mental. As evidências indicam que políticas públicas que promovam habitação digna, inclusão laboral e garantias de rendimento, produzem melhorias significativas na saúde mental das populações em situação de vulnerabilidade (Ridley et al., 2020). A pobreza, a exclusão social e a saúde mental estão profundamente interdependentes. A privação económica e o afastamento social deterioram a saúde psicológica. Importa reforçar um compromisso coletivo com a equidade e com a dignidade humana, reconhecendo que uma sociedade verdadeiramente saudável é aquela que cria oportunidades de bem-estar para todos. As instituições do Ensino Superior, pela sua missão, valores e papel ativo no ensino, investigação e intervenção na comunidade cumpre-lhes a responsabilidade de promover a equidade de condições facilitadoras da promoção do sucesso académico e da saúde mental e bem-estar de todos os intervenientes. As intervenções têm sido mais focalizadas nos estudantes (Andrade et al., 2022; Pereira et al. 2025), contudo, emerge atualmente a necessidade de intervenções direcionadas também para os docentes e não docentes. Objetivos do workshop Desafiar os participantes a serem agentes ativos promotores da saúde mental nos seus contextos de trabalho, tendo por base o seu auto e hétero conhecimento. Dar a conhecer os objetivos, atividades e outcomes do projeto /VAGAR(MENTE) promotor da saúde mental na Universidade de Évora (Financiado pela DGS). Envolver os intervenientes nas tarefas de trabalho de grupo sobre a temática com particular ênfase: a) Identificar como é que no dia a dia (docentes e não docentes) conseguem promover a saúde mental no Ensino Superior; b) Construir um Kit dos primeiros socorros para promover a saúde mentalpor
dc.identifier.authoremailanabela.pereira@uevora.pt
dc.identifier.scientificarea681por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/40595
dc.identifier.withinvitedoralpresentationnaopor
dc.identifier.withoralpresentationnaopor
dc.identifier.withposternaopor
dc.language.isoporpor
dc.publisherEAPN _ Rede Europeia Anti Probrezapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectSaúde Mentalpor
dc.titlePAPEL DO PESSOAL DOCENTE E NÃO DOCENTE NA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NA COMUNIDADE ACADÉMICApor
dc.typelecturepor

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