Diagnóstico de competências de comunicação em profissionais de saúde num serviço de obstetrícia

Abstract

A comunicação entre profissionais de saúde e parturientes é um elemento central na humanização e qualidade dos cuidados obstétricos. Estudos anteriores demonstram que o modo como os profissionais comunicam influencia a perceção da mulher sobre o parto, bem como os resultados clínicos e psicológicos associados. Este estudo, de natureza observacional e não-experimental, recorreu a grelhas de observação para avaliar a qualidade da comunicação no Serviço de Obstetrícia de um hospital público integrado na rede do Serviço Nacional de Saúde, analisando três momentos do percurso da parturiente. Os resultados revelam que os enfermeiros apresentam níveis superiores de adequação comunicacional, sobretudo pela consistência da sua comunicação não-verbal, enquanto médicos e técnicos auxiliares de saúde evidenciaram interações mais técnicas e menos expressivas. A comunicação não-verbal emergiu como a dimensão que mais distingue os grupos profissionais, reforçando o papel da empatia, da presença e dos comportamentos expressivos na promoção de cuidados humanizados; - Assessing Communication Competencies among Healthcare Professionals in an Obstetric Service Abstract: Communication between healthcare professionals and birthing women is a central component of humanized and high-quality obstetric care. Previous studies show that the way professionals communicate influences not only women’s perceptions of the childbirth experience but also associated clinical and psychological outcomes. This nonexperimental observational study used structured observation grids to assess communication quality in the obstetrics service of a public hospital within the Portuguese National Health Service, analysing three key moments of the birthing trajectory. Results indicate that nurses demonstrate higher levels of communicational adequacy, largely due to consistent non-verbal behaviours, whereas physicians and healthcare assistants displayed more technical and less expressive interactions. Non-verbal communication emerged as the dimension that most clearly distinguishes professional groups, underscoring the importance of empathy, presence, and expressive behaviours in promoting humanized care.

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