Miguel de Unamuno e Teixeira de Pascoaes. Compromissos Plenos para a Educação dos Povos Peninsulares

dc.contributor.authorDias, José Manuel de Barros
dc.date.accessioned2014-06-16T11:44:43Z
dc.date.available2014-06-16T11:44:43Z
dc.date.issued1995
dc.description.abstract"Sem resumo feito pelo autor"; - A vida e a obra de Miguel de Unamuno têm sido contrastadas, desde a sua morte, de maneira sistematizada, com as de outros autores, em diferentes planos de elaboração: o das comunhões teóricas, o da produção filosófica, o da técnica literária -novelística, poética e teatral-, o da própria coincidência cronológica no acto de existir. É assim que, de entre outros, o nome do pensador basco aparece ligado, em estudos diversos, aos de Santo Agostinho, de soren Kierkegaard, de lord Byron, de William James, de Edward Morgan Foerster, de Mikhail Bajtin, de Graham Greene, de Pio Baroja, de José Ortega y Gasset, de Rubén Darío, de Jorge Luis Borges. Depois das investigações realizadas, há mais de três décadas, por Françoise Juilia e por Julio Garcia Morejón, e mais recentemente, por Angel Marcos de Dios acerca da compreensão de Portugal e do pensamento português por Unamuno, impõe-se, a este respeito, ter presentes os estudos dos críticos acabados de nomear e, quando necessário, proceder à feitura da revisão conceptual dos mesmos, à luz dos documentos, de índole diversa, entretanto publicados e ainda por publicar, mas postos à disposição dos investigadores. Urge, de igual modo, confrontar Unamuno com um dos seus diletos amigos portugueses: Joaquim Pereira Teixeira de Vasconcelos (Teixeira de Pascoaes). Os dois autores foram amigos pessoais. São testemunhos explícitos desta amizade alicerçada num amplo comércio espiritual mantido durante mais de três décadas, as cartas que trocaram em vida, as obras que intercambiaram, as referências explícitas que fizeram à obra de cada um, os pontos de vista que partilharam. Ambos tiveram uma noção clara de Espanha, de Portugal, da Península Ibérica ideal, que procuraram partilhar na medida em que tal lhes foi possível. Uniram Unamuno e Pascoaes laços muito fortes, num campo de actividade, o das letras, que não se presta, normalmente, a um cultivo alicerçado ao longo das vidas dos protagonistas da relação. E, no entanto, os seus trajectos pareciam não ter hipótese de permitir a comunhão diacrónica. Para além das diferenças vitais, em termos ideológicos Unamuno enquadra-se na corrente que podemos definir como sendo a de um hispanismo espiritual, situado além de um iberismo político; outro tanto não acontece com Pascoaes, que se distancia claramente das posturas mantidas a respeito da união ibérica por Sinibaldo de Mas, Oliveira Martins, Antero de Quental e António Sardinha, de entre outros, para se situar no húmus lusitano que, de maneira irradiante, informa Portugal para o projectar de maneira decisiva na Península Ibérica, na Europa e no mundo. 0 pensador basco e o pensador amarantino, não se identificando enfaticamente com o tempo e a civilização que lhes foram dados viver, coincidiram quanto ao fulcro das ambições e das preocupações que, em muitas oportunidades, lhes serviram de acicate fundamental para os pensamentos que edificaram, nos diversos planos teóricos em que construíram as suas obras. Se Unamuno foi um demopedagogo que procurou assumir-se como excitator hispaníae, a partir da agitação dos esplritos, Pascoaes não descurou a faceta de doutrinados de Portugal, particularmente durante a primeira década da I República. As vicissitudes da vida de cada um (a demissão do reitorado da Universidade salmantina, o exílio imposto, e depois voluntário em Unamuno; o exercício da advocacia a contragosto e o fracasso do relacionamento com Leonor Dogge, o retiro definitivo consumado em terras durimínias na sequência do abandono da direcção d'A Águia, em Pascoaes) não os fizeram esmorecer no propósito de acreditar num presente/futuro nacional qualitativamente melhor, tanto para os seus concidadãos, como para os vindouros. Para os dois autores, boa parte do porvir cumprir-se-ia, ou ficaria irremediavelmente comprometido, por intermédio da educação.por
dc.identifier.authoremailbarros.dias@hotmail.com
dc.identifier.scientificarea676por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10174/11024
dc.language.isoporpor
dc.publisherUniversidade de Évorapor
dc.rightsopenAccesspor
dc.subjectUnamunopor
dc.subjectTeixeira de Pascoaespor
dc.subjectFilosofiapor
dc.subjectCulturapor
dc.subjectEpistoláriospor
dc.subjectAntropagogiapor
dc.titleMiguel de Unamuno e Teixeira de Pascoaes. Compromissos Plenos para a Educação dos Povos Peninsularespor
dc.typedoctoralThesispor

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