Assessing and mitigating road effects on functional landscape connectivity: a case study with common genets (Genetta Genetta) in a mediterranean context

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Universidade de Évora

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A conectividade funcional da paisagem para uma espécie depende do seu comportamento e capacidade de movimento e influencia a sua persistência em paisagens humanizadas. Porém os efeitos desta componente da paisagem nos carnívoros florestais são pouco conhecidos. Esta tese usa dados de movimento, comportamento e genética para avaliar os efeitos das estradas e da heterogeneidade dos habitats na conectividade funcional da geneta numa paisagem florestal agrícola, do Sul de Portugal. Especificamente, pretende-se alcançar os seguintes objetivos: i) avaliar os fatores ambientais que influenciam o comportamento de repouso; ii) determinar a influência da intensidade da monitorização na análise do comportamento de repouso; iii) analisar trajetórias de movimentos para modelar a conectividade da paisagem e avaliar os fatores ambientais que a influenciam, a diferentes escalas; iv) combinar dados de mortalidade rodoviária, radiotelemetria, e análises genéticas para inferir atravessamentos de estradas e dispersão efetiva. As cavidades arbóreas foram o abrigo mais seguro, particularmente na época húmida, e permitiram o abrigo junto a rodovias, sempre que necessário. A monitorização diária foi a que melhor permitiu caracterizar os comportamentos de repouso. A conectividade da paisagem aumentou em grandes áreas florestais, e próximo de corredores ripícolas que permitem atravessar áreas agrícolas normalmente intransponíveis. As estradas reduziram a conectividade ao dividirem as manchas florestais, mas o efeito foi amenizado nos corredores ripícolas que frequentemente conduzem a passagens hidráulicas e viadutos. As diferentes análises sugeriram que a auto-estrada é permeável ao fluxo genético, apesar dos atropelamentos e do constrangimento ao movimento de adultos. O baixo tráfego, as inúmeras passagens hidráulicas, a agilidade das genetas em transpor barreiras, o grande efetivo populacional nos dois lados, e a ausência de tensões territoriais durante migrações terão potenciado estes resultados. Em suma, os resultados desta tese melhorarão estratégias de mitigação dos efeitos das estradas na conectividade funcional da paisagem para carnívoros florestais; ASSESSING AND MITIGATING ROAD EFFECTS ON FUNCTIONAL LANDSCAPE CONNECTIVITY: A CASE STUDY WITH COMMON GENETS (GENETTA GENETTA) IN A MEDITERRANEAN CONTEXT. ABSTRACT: Landscape functional connectivity of a species depends on its behaviour and movement ability and influences its persistence in human-modified landscapes. Nonetheless, the effects of functional connectivity loss by small forest carnivores are still poorly understood. This study combines movement, behaviour and genetic data to assess the effects of roads and habitat heterogeneity on the functional connectivity of the common genet in a mixed forest-agricultural landscape, in southern Portugal. Specifically, we aim to reach the following goals: i) to assess the environmental factors influencing resting behaviour; ii) to clarify the impacts of monitoring frequency on the analysis of resting behaviour; iii) to use path-level analysis to model landscape functional connectivity at different perception scales and asses the main environmental factors influencing it; iv) to combine roadkills, radiotracking and genetic analysis to infer crossing events and dispersal effectiveness. Tree hollows were the safest resting place, with prevalence on the wet season and allowed individuals to rest near roads, whenever necessary. Daily monitoring was the best sampling regime to characterize resting site behaviour. Landscape connectivity was favoured by large forest patches, and near riparian areas providing corridors within open agricultural land highly resistant to genet movement. Roads reduced connectivity by dissecting forest patches, but had less effect on riparian corridors due to the buffering offered by crossing structures. Results from the combined sources of information suggested that the motorway allowed high gene flow, despite the roadkills and the constraints to adult movements. Low traffic volume, numerous crossing structures, ability of genets to overcome obstacles, high population sizes on both sides of the motorway, and the absence of territorial constraints to effective migration potentially originated the observed results. Our results give important clues to mitigate road effects on the landscape functional connectivity of small forest carnivores.

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