A conceção do romance em Dicionário da Obra de António Lobo Antunes

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Este texto analisa o modo como a obra de António Lobo Antunes concebe o romance, tendo em conta que a obra deste autor português consiste não apenas num conjunto muito significativo de romances como também em quatro livros de crónicas. A conceção do romance, neste texto analítico, é formulada a partir dos dois volumes que constituem o Dicionário da Obra de António Lobo Antunes, publicado pela Imprensa Nacional – Casa da Moeda em 2008. Tratando-se de um dicionário enciclopédico com um extensíssimo número de verbetes da autoria de seis investigadores, não é linear traçar a conceção do romance, nesta obra, tanto mais que os romances em causa têm vindo a ser publicados aproximadamente desde há três décadas. Apesar da complexidade da evolução de uma obra romanesca extensa e multímoda, este texto analítico centra-se no propósito da inovação do romance pela escrita do autor, ao referir as várias contribuições dadas pelas entradas do Dicionário. Destas, é de realçar o registo híbrido adotado pela expressão verdadeiramente polifónica do entrecruzar das vozes, dos lugares e dos tempos romanescos, sobretudo a partir do romance Fado Alexandrino (1983).

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Título: A conceção do romance em Dicionário da Obra de António Lobo Antunes in António Lobo Antunes: A Arte do Romance, Texto Editores, Lisboa, 2011 Autor: Eunice Cabral

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