Da viagem do olhar à viagem das formas. Percursos da identidade artística portuguesa no século XIX.

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Instituto de História da Arte da FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Estudos de Arte Contemporânea

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A década de 1840 foi matricial para a historiografia da arte portuguesa. Correspondeu ao período de formalização teórica de uma identidade artística pelo estabelecimento e designação dos estilos históricos nacionais do manuelino e do moçarabe. Em relação ao primeiro desses estilos, o manuelino, a denominação é devida a um engenheiro e diplomata brasileiro de ascendência alemã e portuguesa, de seu nome Francisco Adolfo Varnhagen, que propôs a sua adopção num artigo acerca do Mosteiro de Santa Maria de Belém ou dos Jerónimos, “Portugal V. Mosteiro de Belém”, publicado no periódico O Panorama entre os dias 19 de Fevereiro e 30 de Abril de 1842 . Pela mesma altura, possivelmente entre 1842 e 1843, o engenheiro Luís Mousinho de Albuquerque, que estava a dirigir o restauro do mosteiro gótico de Santa Maria da Vitória ou da Batalha, também alvitra que o mesmo Mosteiro dos Jerónimos e outras edificações estilisticamente análogas fossem classificadas de emanuelinas.

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Rodrigues, Paulo Simões - Da Viagem do Olhar à Viagem das Formas. Percursos da Identidade Artística Portuguesa no Século XIX in Acciaiuoli, Margarida, Rodrigues, Ana Duarte, "Arte & Viagem". Lisboa: Instituto de História da Arte. Estudos de Arte Contemporânea, 2012, p. 447-472

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