A atracção das Universidades em Regiões Economicamente Deprimidas: o caso da Universidade de Évora
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RPER / APDR
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Como se sabe, as universidades são fontes de significativos efeitos multiplicadores na actividade económica das regiões onde estão inseridas; no caso das regiões deprimidas, a importância desta influência acentua-se bastante. Este é certamente o caso da Universidade de Évora, localizada no Alentejo, uma das regiões mais pobres da União Europeia, na medida em que este estabelecimento de ensino superior tem vindo claramente a contribuir para o desenvolvimento da economia local. Contudo, para além do efeito directo na actividade económica do Alentejo, da presença da Universidade de Évora (U.E.) na região também decorrem, por um lado, efeitos demográficos, cativando população que passa a viver na cidade e, por outro lado, atraindo estudantes que residem na cidade durante o período em que efectuam os seus cursos. Este trabalho propõe-se abordar este segundo aspecto, verificando os motivos pelos quais os estudantes, oriundos um pouco de todo o país, escolhem a U.E. e os seus cursos para realizarem a sua formação. Esta análise, efectuada com recurso a técnicas econométricas, mostra quais são os factores determinantes da atracção exercida pela U.E., em geral, e pelos seus cursos, em particular, sobre os alunos ingressados no ensino superior.
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Rego, Conceição; Caleiro, António (2004), “A atracção das Universidades em Regiões Economicamente Deprimidas: o caso da Universidade de Évora”, Revista Portuguesa de Estudos Regionais, nº 7, 3º quadrimestre, APDR, Coimbra, pp. 19-40