Formação contínua de professores do 1º ciclo do ensino básico: caracterização de um modelo na área da expressão e educação físico motora
| dc.contributor.advisor | Barbosa, Luís | |
| dc.contributor.author | Coelho, Maria Manuel Pimentel de Castro | |
| dc.date.accessioned | 2015-04-13T13:26:01Z | |
| dc.date.available | 2015-04-13T13:26:01Z | |
| dc.date.issued | 1999-12 | |
| dc.description.abstract | Introdução - A última reforma do Sistema Educativo em Portugal, pela definição e adopção de um novo programa de Expressão e Educação Físico Motora (EEFM) para o 1° Ciclo do Ensino Básico (1° CEB), veio consagrar ao nível político e social a importância desta área no percurso de desenvolvimento dos alunos. Com optimismo, encarámos esta medida como o abandonar de uma postura na qual a formação motora era entendida como acessória, relegada para segundo plano, secundarizada quando comparada com outros domínios do desenvolvimento da criança na escola, nomeadamente o ler, escrever e contar (LEC). Por outro lado, a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.° 46/86, de 14 de Outubro) estabelece no seu artigo 7° alínea c), como um dos objectivos do ensino básico, "proporcionar o desenvolvimento físico e motor do aluno". Também no seu artigo 8°, 1, a), reconhece o papel insubstituível do professor do 1° Ciclo do Ensino Básico (CEB) como responsável por implementar este objectivo, referindo que `o 1° Ciclo é globalizante, da responsabilidade de um professor único, que pode ser coadjuvado em áreas especializadas". A EEFM está pois institucionalmente estabelecida e curricularmente contemplada no 1° CEB, esperando-se a implementação desta área curricular. No entanto a experiência mostra-nos que, nas escolas do 1° CEB, se continua a privilegiar a componente cognitiva do LEC (visão tradicional do processo de ensino), verificando-se na realidade que a EEFM é unanimemente aceite como de fraca implementação. Este confronto, entre o preconizado e o realizado, coloca o problema da Formação de Professores e da Reforma Educativa, pelo facto de não ter sido acompanhada por uma adequada alteração das estruturas e estratégias que a viabilizam. Nos dias de hoje verificamos que muito se mantém igual, continuando a EEFM, o direito ao movimento, ao jogo, à actividade lúdica, ainda significativamente ausente da nova escola do 1° CEB. Carvalho (1994) caracteriza a problemática da EEFM no 1° CEB como uma situação que assume uma gravidade particular pois, apesar das múltiplas tentativas, as autoridades escolares continuam a não tomar as medidas necessárias à correcção de uma das mais graves falhas do ensino. Também Monteiro (1996, pág. 55) refere que a Educação Física no 1° Ciclo é uma farsa pois " apesar de não ter lugar e por isso não existir, nunca deixou de ser obrigatória e de estar presente em todos os currículos oficiais que foram elaborados". Estudos recentemente realizados' revelam que a saúde física das crianças está ameaçada pela flagrante falta de actividade física, associando-se a deficiente actividade física, e consequente falta de hábitos saudáveis de vida activa, a doenças cardiovasculares, osteoporose, diabetes, e outras, comprometendo a qualidade de vida adulta. Referem-se como causas o aumento de hábitos de vida sedentária no dia-a-dia das crianças, nomeadamente no que se refere ao aumento das horas lectivas na escola (a grande maioria das crianças passa diariamente 5 a 7 horas nos bancos da escola) e à ocupação dos tempos livres com actividades tais como a televisão, os jogos vídeos e os computadores. O Jogo lúdico ao ar livre ou a prática desportiva, são cada vez mais, uma excepção, essencialmente nas grandes cidades e seus arredores. Reforçam-se os benefícios da prática da EEFM nas crianças2, não só relativamente ao desenvolvimento físico e motor, mas também na promoção de uma expectativa e imagem positiva face à escola, conducente ao sucesso educativo. Assume-se que a ausência desta área disciplinar compromete o desenvolvimento completo das crianças, bem como a promoção de uma dimensão cultural que lhes proporcione no futuro uma vida saudável e equilibrada. Com o aparecimento dos novos Programas, algumas entidades profissionais e públicas, preocupadas com o tema, (re)investem na implementação de modelos de intervenção directa nas escolas do 1° CEB, com o objectivo de criar condições favoráveis à existência de E. E. F.M, com carácter regular e sistemático, ocupando o lugar desejável na formação das crianças. | por |
| dc.identifier.authoremail | nd | |
| dc.identifier.scientificarea | 670 | por |
| dc.identifier.sharewith | dep pedagogia | por |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10174/14060 | |
| dc.language.iso | por | por |
| dc.publisher | Universidade de Évora | por |
| dc.rights | openAccess | por |
| dc.subject | Formação contínua de professores | por |
| dc.subject | 1º ciclo do ensino básico | por |
| dc.subject | Expressão | por |
| dc.subject | Educação físico motora | por |
| dc.title | Formação contínua de professores do 1º ciclo do ensino básico: caracterização de um modelo na área da expressão e educação físico motora | por |
| dc.type | masterThesis | por |
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