O Investimento Directo Estrangeiro partiu no Expresso do Oriente?
Loading...
Date
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
CEFAG e Universidade de Évora
Abstract
O quinto alargamento da União Europeia (UE) tem sido objecto de numerosas análises que, de uma
forma geral, o consideram como um jogo de soma positiva. De facto, ainda que se possa antecipar que
os maiores ganhos serão usufruídos pelos novos membros, o alargamento do mercado comum será
também fonte de importantes benefícios para os mais antigos. Não obstante, haverá também
perdedores, sendo Portugal o país mais vezes citado como potencial prejudicado com o alargamento
da União a leste. Segundo Baldwin, François e Portes (1997), Portugal será o único perdedor líquido
devido ao grande peso que o sector têxtil tem na economia portuguesa, sendo este o que
previsivelmente mais sofrerá os efeitos negativos do alargamento. Breuss (2002) antecipa que todos
os países da Europa central e oriental (PECO) ganharão, em média, dez vezes mais que os membros
mais antigos da UE, tendo estes ganhos relativamente modestos estimados em cerca de 0.5% de
crescimento do produto real. Este estudo também identifica países onde os custos económicos do
alargamento irão ultrapassar os benefícios: Espanha, Dinamarca e, especialmente, Portugal.
Description
Keywords
Citation
VIEIRA, C., VIEIRA, I. e GALEGO, A. (2006) O Investimento Directo Estrangeiro Partiu no Expresso do Oriente?, in M. Branco, L. Carvalho e C. Rego (eds.) Economia com Compromisso, CEFAGE e Universidade de Évora, pp. 101-119 (ISBN: 972-778-092-X)