A vivência de psicólogos(as) em oncologia: impactos e desafios na intervenção clínica

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Universidade de Évora

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A Psico-Oncologia procura responder, de forma interdisciplinar, às necessidades físicas, emocionais e sociais dos doentes e famílias. A elevada carga emocional deste contexto coloca, contudo, desafios significativos aos(às) psicólogos(as). Este estudo teve como objetivo compreender os principais desafios do acompanhamento em oncologia, os impactos emocionais e pessoais dessa prática e as estratégias de autorregulação desenvolvidas. Recorreu-se a uma metodologia qualitativa, baseada em nove entrevistas semiestruturadas a psicólogos(as) em oncologia e cuidados paliativos. A análise temática identificou quatro temas: (I) Desafios no trabalho com doentes oncológicos, abrangendo, entre outros, o sofrimento e a finitude; (II) Estratégias de Autorregulação, salientando-se a supervisão, autocuidado e suporte da equipa multidisciplinar; (III) Desenvolvimento Pessoal, caracterizado pela reestruturação de prioridades e valorização da vida; (IV) Desenvolvimento Profissional, traduzido no aumento de competências técnicas e identidade profissional. Os resultados evidenciaram a necessidade de apoios institucionais que promovam o bem-estar e a qualidade da prática clínica; - The Experience of Psychologists in Oncology: Impacts and Challenges in Clinical Intervention Abstract: Psycho-Oncology seeks to respond, in an interdisciplinary manner, to the physical, emotional, and social needs of patients and their families. However, the high emotional burden of this context poses significant challenges for psychologists. This study aimed to understand the main challenges of oncology monitoring, the emotional and personal impacts of this practice, and the self-regulation strategies developed. A qualitative methodology was used, based on nine semi-structured interviews with psychologists in oncology and palliative care. Thematic analysis identified four themes: (I) Challenges of monitoring cancer patients, including, among others, suffering and death; (II) Self-regulation Strategies, emphasizing supervision, self-care, and support from the multidisciplinary team; (III) Personal Development, characterized by restructuring priorities and valuing life; (IV) Professional Development, translated into increased technical skills and professional identity. The results highlighted the need for institutional support that promotes well-being and quality of clinical practice.

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