O rio na terra nativa em Ferreira de Castro
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Colibri
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O rio Caima e a aldeia natal, o Rio e a Terra Nativa, de Ferreira de Castro propõem-se como um par de poder taumatúrgico do qual emanam pilares imponderáveis para a construção do ser, do escritor e das suas personagens. As leituras do romance Emigrantes e do texto evocação “Aldeia Nativa”, convocam-nos a decifrar um léxico sentimental fluvial, que adensa as narrativas de simbolismo, e que espelha o vínculo emocional de Ferreira de Castro ao Rio, enquanto lugar de infância, de memória criadora e de imagética poética. A fluidez, significação e metáfora literária do Rio e das Águas é perscrutada através das leituras das obras de Ferreira de Castro e da imaginação que as mestiça com o que se viu, ouviu e verdadeiramente sentiu junto aos rios, trilhando ínvios caminhos na passagem para o pensamento poético. Pretende-se assim e aqui recriar e re-inventar mais possibilidades de aproximação e relação com os rios através da literatura.
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Ilhéu, M. (2023). O rio na “Terra Nativa” de Ferreira de Castro. In Beira(s) - Imagens do Ambiente Natural e Humano na Literatura de Ficção (C. Carvalho & C.C. Vieira, Eds.), 269-288pp. Coleção Literatura e Ambiente. Lisboa: Edições Colibri.